quinta-feira, junho 01, 2006

Dizem que sou fei(t)o...



de cinzento,
de um sol que se apagou,
da chuva que cai,
porque choram os que já partiram,
porque esquecem-se de viver,
os que para trás ficaram...
Dizem que sou fei(t)o,
de dôr,
de uma noite que nunca se deita,
do vento que já não sopra,
porque pararam os que deixaram
de ser empurrados...
...
E ao que eles dizem e pensam,
eu respondo...
Dêem-me a vossa tristeza a preto e branco,
que eu dar-vos-ei a alegria do meu arco-íris...
Dêem-me o peso da vossa sombra,
que eu dar-vos-ei a leveza da minha carne e osso...
...
Dizem que eu sou fei(t)o,
se eu...
nem sequer existo...

PS. Este poema, surgiu inspirado pela música do clip,
que podem visualizar...
vezes, sem conta...vezes, sem conta...vezes, sem conta...
talvez, assim faça
mais sentido...

Lisa Gerrard - "I am your shadow"

3 comentários:

joana disse...

Gosto mesmo muito deste poema...sem dúvida revelador de uma maneira muito propria de viver que eu já vou descortinando.
Gosto de ler o teu cinzento e mesmo nele ver sempre um arco-iris.Gosto de ver o teu sol, mesmo quando chove em ti.
Não passas na vida com leveza e isso transparece nas tuas palavras.
beijo

Carla M. disse...

...que sejam "escassas" as palavras,
que seduzem a "Alma".
Como relâmpagos...
silenciosos numa ilha,
a clivar o imaginário...
Somente seduzidos pela essência, de quem nos "eleva" a mente...
...tinha que ser dito, por aqui!!
Mil(hoes) sorrisos...

Joao Figueiredo disse...

N vivemos um dia sem ver o arco iris k sao os nossos amigos..kem realmente no faz feliz...parabens pelo teu blog...adorei o poema..