Quinta-feira, Outubro 08, 2009
Segunda-feira, Junho 15, 2009
Quando flutuo...

Nasce da terra a semente que há-de oxigenar existências,
Queima-se o incenso do conhecimento,
E espalham-se cinzas, por entre memórias
Dos que gostam de recordar…
Nascem sentidos que não os 5 que se conhecem
E viajam as luzes de quem só vê com as mãos…
Quando flutuo,
Perco a liberdade em querer ficar preso ao terreno
E viajo sem pagar…
Sempre…!
Terça-feira, Maio 26, 2009
Sexta-feira, Abril 03, 2009
Hoje desenhei-te um sonho...

pior do que o desenho de uma criança,
mas se o sol sorri, logo o mar avança,
passado de um dia, de que a memória não se cansa...
Hoje desenhei-te um sonho
e lábios e beijos
e nuvens e céus
que ficaram guardados para estas ocasiões...
De quando me encontro contigo,
na volta de uma esperança,
na boca de uma mulher
de que a minha memória não se cansa...
Há quanto tempo não te beijava eu,
quanto mais tempo me beijarás tu?...
Quinta-feira, Janeiro 29, 2009
À mais bela flôr que eu, um dia, colhi...

Não me meças pelos actos
que eu não te medirei pela ausência…
Não me quero sentir pequeno,
nem a ti grande, em tons de silêncio…
Não me meças pela causa,
que eu não te medirei pela consequência…
Não me quero sentir nobre,
nem a ti culpada, da minha triste demência…
A ti me oferto do tamanho que eu sou,
à mais bela das flôres que eu, um dia, (es)colhi…
Quarta-feira, Dezembro 10, 2008
Poesia de uma prosa mal resolvida

Baralha-me...
Baralha-me a uma só mão...
com aquela que me davas,
sempre que passávamos do espaço ao infinito,
se o que um dia dissémos,
pareceu saído de uma melodia
criada por quem nunca tocou um único instrumento...
Baralha-me...
Baralha-me as chuvas e os ventos,
que teimámos em nunca sentir,
tamanho era o fogo da lareira que ardia por nós...
Baralha-me...
Baralha-me com tudo o que me deixaste,
as cinzas, os despojos, os silêncios
de quem se ensurdece de tanto querer ouvir
o que do outro lado, não se consegue dizer...
Baralha-me...
Baralha-me,
sempre que quiseres que eu te entenda...
Segunda-feira, Novembro 17, 2008
Sexta-feira, Setembro 12, 2008
E porque não, mulher?...
O teu corpo cair do rosto do meu suor,
gelando a água pintada a azul,
que presa na tela, nunca me há-de conseguir matar a sede...
E porque não, mulher?...
Queimares o sol, com pontas de cigarro,
se ele te envolve sem nunca te conseguir aquecer...
E porque não, mulher?
Escolheres o vermelho como côr da esperança,
se é ele que te corre e fica nas veias,
mesmo depois de eu morrer...
E porque não, mulher?
Lembrares-te de mim, ligares e escreveres,
dares um ar da tua graça, dois dedinhos de conversa,
mesmo depois de eu te esquecer...
E porque não, mulher?
E porque não?...
Terça-feira, Setembro 09, 2008
Assim vou eu caminhando...

sentado na espera de uma espera(nça)
que já não me desespera...
Assim vou eu gritando,
com todos os botôes daquela minha camisola
que, há muito tempo e para sempre, ficou em tua casa...
E digo-te já,
que não os quero de volta,
nem tão pouco a camisola,
apenas que te digam
"É assim,
que ele vai caminhando..."
...
E tu, porque páras e porque ficas?...assim...tão cá dentro de mim...
Se ao menos soubesses a minha direcção,
ou para onde caminho,
sempre me poderias escrever...
Quarta-feira, Agosto 13, 2008
Gerado por amor...fui escrito nas estrelas...

Bem sei que sou uma pessoa honesta,
nariz pouco empinado, traços simples,
cuja vida afectiva é importante,
feita de alguns pontos de interesse
outros tantos, tão negros, que me tornam pouco interessante…
Atencioso, tenho mais atenção,
à tensão entre o futuro e as resistências do passado
e isso causa-me explosões de raiva que não te passam ao lado…
Sei que sou aberto,
mas também sei que nem tudo o que digo te parece certo
e se gosto de astrologia, não é por influência da mãe ou da tia,
mas do Sol em Urano
que de uma estrela apaixonada se transformou em planeta desumano…
Sei que sou sociável,
mas, às vezes, consigo passar horas a fio a tentar não ser amável
e se sou racional nos sentimentos, é porque não há razão para viver ao sabor de certos ventos…
Sei que tenho medo de ser ferido,
mas cautelas e caldos de galinhas são para mim um amor antigo
e se crio expectativas altas, mais alto eu subo quando no chão eu sinto que me faltas…
Sei que me defendo atacando,
mas são as reacções bruscas de uma mente que pelos vistos não tem pilhas no comando
e se tenho necessidade de encontrar o equilíbrio entre a razão e o instinto,
Então eu escolho encontrar-me…a ti…
e muito mais haverá para dizer,
Quiçá um dia,
em que a noite me encontre de novo assim…
Sexta-feira, Agosto 01, 2008
Entro na mesma sala de sempre…

Fumo atrás do fumo, que de cortinados estou eu farto,
Escondendo-me dos cigarros que eu não acendo,
Que eu nunca sequer chego a (a)pagar, a não ser com o corpo…
São tantas as cicatrizes,
que tinjo a parede de saudade e de lembrança,
sem já sequer me recordar de que côr a cheguei a pintar…
Parece que foi ontem que te comecei a viver
E já me sinto preso neste barco do “quando te voltarei a encontrar?”…
Neste barco que navega sobre o fumo de uma água que ninguém do lado de cá sabe se existe…
As margens separadas, por um ténue momento,
parecem longas quando não existem pontes…
Mas eu tenho-te comigo, cá deste lado,
Sem nunca te prender…
E eu meto-me contigo, cá deste lado,
Sem nunca te mexer…
Sexta-feira, Maio 23, 2008
Dediquei-te...

mares e rios e lágrimas, feitos de prosa e latim,
ancorados à margem de palavras mergulhadas em poesia...
Mas de tão presas que estavam,
umas esmagaram-se contra as rochas
e outras tantas perderam-se num labirinto de lodo,
rasgando-me a garganta, a vontade,
ou tudo o que restou de ambas...
Pediam-te um minuto, em meu nome,
mas foi num minuto que se perderam,
num tempo sem espaço para olhar para trás...
Antes de partirem,
confidenciaram-me o facto de não terem compreendido a tua (falta de) acção
ao qual eu respondi,
"Não se preocupem,
que ela também não vos compreendeu...palavras minhas!!!!"
Então e antes de se transformarem em outras frases, sorriram...
pois no fim de contas, sempre se sentiram lidas...
Quarta-feira, Maio 07, 2008
Aos olhos azuis que me dão côr...

Deixa-me que te diga,
ao ouvido...
as milhas que, na tua ausência, até agora eu percorri,
os pirolitos de água que, na tristeza, eu engoli,
a quantidade de sonhos que, fora da tua cama, eu vivi...
Deixa-me que te diga,
ao ouvido...
o quanto,
é bom ouvir, de novo, a tua voz...
e nele descansar,
o tamanho do quanto eu tenho para te dizer...
Segunda-feira, Março 31, 2008
Escrita automática...

Estar...existir...desejar...sonhar...calor...abraço...
corpo...olhos...os teus...azuis...azul...céu...verdade...
ternura...beijo...toque...saudade...verdade...rir...
gargalhar...sotaque...adormecer...quente...luz...
tranquilo...espera...alegria...viver...
lado bom...vida...ter...
ser...conquistar...imaginar...amar...quem?...
Porquê?...Um dia...quem sabe...velas...música...vinho...Amor...
incondicional...uma noite...será?
Pedir...desejar...muito...tanto...viver...bem...comigo...próprio...
Quarta-feira, Março 19, 2008
Terça-feira, Março 11, 2008
Esta, sim...

Esta, é a minha Lisboa...
A minha urbanização maior,
o meu sentido luxuoso de coexistência
entre o céu e a terra, sem tons de cinzento
ou rasgos de arquitectura deformada...
Esta, é a minha Lisboa...
onde não preciso de fechar os olhos ao chão,
nem virá-los para o lado...
onde apenas me deixo cair,
para que a terra suporte o peso do meu corpo
e meus olhos,
a elevem à leveza de um azul,
que eu amo e que sei bem quem o inventou...
Esta, é a minha Lisboa...
Onde escrevo as minhas memórias,
numa árvore ansiosa por conhecê-las,
da ponta de suas folhas
à imensidão da sua raíz...
Esta sim...
Esta, é a minha Lisboa...
E deitado ao lado de uma margarida,
adormeço eu...
adormeces-me tu...
Esta Lisboa...

tão suada e tão suja,
mãos descalças,
pés de cinza,
onde a pisas por qualquer rua...
Cruza-se o fumo
e as linhas de um eléctrico
que não pára no seu destino
e onde o tempo desagua num esgoto a céu aberto...
Esta Lisboa,
que nos olha e nos conforta,
com uma aura de luz tão tímida,
que são poucos
os que a olham de frente...
onde são poucos,
os que vivem como gente...
Segunda-feira, Março 10, 2008
Afasta-me...

com toda a força do teu pensamento,
pois sabes bem, que nunca te cheguei a tocar
e se mexo assim, tanto contigo, deixa que eu pare...
Deixa que o tic-tac viva, até, por ele, rebentar...
Depois...depois então, afasta-me...
com a força do teu vento,
que sopra borboletas, malmequeres e espinhos na direcção errada...
Afasta-me,
Afasta-me se queres ver o que existe por detrás de mim,
na confusão de uma rua onde ninguém tropeça em ninguém
e as pedras choram, de tão pisadas que são...
Depois e só depois,
Afasta-me...
Terça-feira, Fevereiro 26, 2008
Terça-feira, Fevereiro 12, 2008
Quinta-feira, Fevereiro 07, 2008
A minha alma não se mede...

A minha alma não se mede aos palmos,
nem tão pouco é feita de pés assentes na terra...
Ela gosta que as portas lhe batam e as campainhas lhe toquem no ombro,
perguntando-lhe,
"Porque não vais brincar lá fora?
Estão aqui os teus amigos...e o dia está tão bonito...!!"...
A minha alma chora e sorri, sem motivos aparentes,
é feita da idade dos "Porquê?"
e sente o peso da vida,
quando dá uma resposta mais torta...
A minha alma não se mede aos palmos,
e voa com o vento,
cheia de pedaços de terra nos pés...
Quarta-feira, Fevereiro 06, 2008
Quanto...

Quanto mede a tua alma?...
Ela voa com o vento?...
Gosta mais de bater à porta, ou tocar campainhas?...
Chora com a presença, ou sorri com a ausência?...
Prefere perguntar "Porquê?" ou responder "Porque sim...!"?
É feita do que mais faz sentido, ou sente tudo o que é demais?
Quanto mede a tua alma?...
Ela voa com o vento?...
Segunda-feira, Fevereiro 04, 2008
Terça-feira, Janeiro 08, 2008
Quarta-feira, Dezembro 12, 2007
Segunda-feira, Novembro 19, 2007
Alma...

Como te sentes, hoje?
Sinto-me como se o amanhã nunca sentisse nada,
do que o hoje em mim sente…
Como se o amanhã me trouxesse de volta,
ao tudo de um hoje que eu não sinto mais…
Como se o que hoje eu sinto não conseguisse respirar,
no dia que o amanhã há-de sufocar…
Sento-me a sentir que o dia de amanhã,
fará sempre parte de um hoje que já partiu
e que em nada me somou,
apenas subtraiu…
e só e apenas porque guardo sempre a sensação de que,
quando o dia aparece,
a noite já se foi…
nunca sequer existiu…
Sinto-me como se o amanhã nunca sentisse nada,
do que o hoje em mim sente…
Como se o amanhã me trouxesse de volta,
ao tudo de um hoje que eu não sinto mais…
Como se o que hoje eu sinto não conseguisse respirar,
no dia que o amanhã há-de sufocar…
Sento-me a sentir que o dia de amanhã,
fará sempre parte de um hoje que já partiu
e que em nada me somou,
apenas subtraiu…
e só e apenas porque guardo sempre a sensação de que,
quando o dia aparece,
a noite já se foi…
nunca sequer existiu…
Segunda-feira, Novembro 12, 2007
De repente...

vi-me só...
Chamei por ti
e abracei-me ao nada...
Gelei e caí,
com o toque da nossa primeira vez,
de mão dada...
À minha volta,
tombava meu corpo
e minha alma desfalecia, do lado de cá da vida...
Fiz-me tarde
e apaguei a luz do dia,
afinal de contas,
eras o tudo, que em mim não vivia...
Até que pensei,
"E porque não ir bater aquela porta?..."
aquela que tantas vezes, eu tinha fechado,
outras tantas ignorado...
E a porta ainda lá estava,
ainda por cima aberta
e de sorriso no rosto
e de braços bem abertos......
então abriu-se
e disse-me baixinho...
"Shhh...não digas nada...não acordes os teus fantasmas, deixa-os dormir...que eles também precisam de descansar..."
Sexta-feira, Novembro 09, 2007
Segunda-feira, Novembro 05, 2007
As nuvens também caiem...

Chega a uma altura,
em que tudo parece demais...
chega a uma altura,
em que te sentes sozinho e dizes,
"Não consigo voar mais..."
E é na queda livre,
nesse caminho, tão crú e vertical,
que nos vem ao horizonte da memória,
tudo o que sempre desejámos encontrar,
talvez um dia perder ou, simplesmente, deixar voar...
E é nesse caminho,
que nos voltamos a descobrir,
a reflectir,
a existir...
E quando chegamos ao chão,
fechamos os olhos e beijamo-lo,
porque já não existe medo no cair...
apenas amor...
apenas amor...
porque afinal,
chega a uma altura,
em que lá de cima,
as nuvens também caiem...
Terça-feira, Outubro 16, 2007
Nas profundezas, do mais alto dos céus...

onde se escondem,
todos os que desejam ser encontrados,
dei por mim a tentar sorrir assustado...
Afinal de contas,
era a primeira vez que me sentia em casa
e nada do que via era meu...
Até que uns olhos e dedos,
sem medo, nem segredos,
tocaram, ao de leve, nas minhas costas e, sem me virar, ouvi:
"Vem...vem...deixa-me abraçar-te!!...
...Tu, que és orfão de mim...vem e abraça-me!!!!"
Segunda-feira, Outubro 15, 2007
Sexta-feira, Outubro 12, 2007
Terça-feira, Outubro 02, 2007
Quinta-feira, Setembro 27, 2007
Dá-me o teu último cigarro...

e deixa-me ser eu a apagá-lo...
tranquilizar os teus anseios,
combater os teus receios,
a vida é bem mais curta assim...
...
Dá-me o teu último cigarro,
e deixa-me ser eu a afagá-lo...
tocar-te as mãos em forma de mil beijos,
arrancar pétalas de malmequer, pedir por ti mil desejos,
a vida ficará bem mais bela assim...
Segunda-feira, Setembro 24, 2007
Segunda-feira, Setembro 10, 2007
Dedicado aos meu avós...finalmente juntos...

Partiram,
sem nada deixar por fazer...
Arrumaram tudo em caixas
e deixaram ficá-las no mesmo canto,
naquele canto,
onde a voz nunca se embargava
e coragem era fazer de apenas um braço um porto de mil abraços,
naquele canto,
onde o tempo nunca vos perguntava pelas horas,
e o partir...era, para vós, apenas sinónimo de dividir...
Partiram...
e por isso apenas vos faço um pedido
e descansem, porque não é em forma de ordem ou desejo...
apenas vos peço que me avisem,
se lá acima chegaram,
só para saber que chegaram bem...
É que partiram com tanto por dizer
e quando para cá voltarem,
avisem-me de novo,
pois aí serei eu,
que poderei já cá não estar...
Sexta-feira, Agosto 24, 2007
Terça-feira, Junho 26, 2007
Segunda-feira, Junho 25, 2007
Imperfeições...

o mais importante de uma relação...
Imperfeições...
São elas que fazem, verdadeiramente,
a importância de um relacionamento...
Podemos escolher quem deixar entrar,
nesse mundo tão nosso e tão pequeno,
aos olhos de quem não o vê, mas que tantas vezes
nos inibe, nos esmaga e consome...
É por isso que, para mim, nada existe de tão bom
como partilhar...imperfeições...mostrá-las,
confiá-las, desabafar sobre elas, enfim...
e depois de toda esta partilha,
ainda ter tempo para, mesmo vivendo no tempo mais (Futuro) imperfeito,
sentir uma relação resistir e fortalecer-se,
aos nossos olhos e nos olhos de quem nos ama...
Porque afinal de contas, ninguém é perfeito
e o verdadeiro amor existe...mesmo sendo feito de...
Imperfeições...
Ass. Eu (...nos meus mais profundos pensamentos...)
Terça-feira, Junho 12, 2007
Segunda-feira, Maio 07, 2007
Quinta-feira, Abril 12, 2007
Terça-feira, Abril 03, 2007
Sexta-feira, Março 23, 2007
Quinta-feira, Março 15, 2007
Esperei por ti, sempre a correr, à frente da vida…

E foi na despedida que me senti encontrar-te…
No aceno de um adeus, de um mar tão cheio de poemas, feito na tristeza de um dia qualquer...
E a anestesia da minha alma ali tão perto
E a falta do teu corpo tão ali a meu lado...
...
Depois veio o tempo, veio o vento
e todas as recordações que eles me trouxeram...
E como eu, ó triste alma, sofri...
E como eu, ó triste corpo, padeci...
Afinal de contas…
Fui apenas,
(t)eu...
Sexta-feira, Fevereiro 23, 2007
Quinta-feira, Fevereiro 22, 2007
Quarta-feira, Janeiro 10, 2007
Não sou...

...nome inquestionável da literatura,
não sou escritor, nem tão pouco o meu sobrenome é "poeta"...
Não alinho em esquemas de heterónimos, pseudónimos ou o diabo a sete...
Não escrevo por cheques "carecas" ou simples trocos...
Não prendo as minhas palavras, nos olhos dos outros,
ou à volta dos olhos de alguém...
Não as ass(as)ino no final, sufocadas, pela pergunta do "Gostaste?", esperando uma resposta que me encha o "ego"...
Não...
Escrevo, sim, por simples altruísmo e amor às mesmas,
às quais me devoto, ajudando-as a voar sem pressa, nem direcção...
E mais não sou...
E mais não digo...
Apenas, escrevo...
Isso, sim...
Terça-feira, Novembro 07, 2006
Quarta-feira, Outubro 18, 2006
Crianças entre parentes(is)...

...e para que lado te viras, quando no meio nao há virtude?...
...e para que lado te viras, quando precisas que te abraçem?...
...e para que lado te viras, quando em pleno dia te vais deitar?...
Depois nao venham eles dizer que não vos compreendem,
pois está tudo, muito bem, esclarecido...
Quando vocês derem a entender, que passaram ao lado,
do que é ser-se (criança)...
Terça-feira, Setembro 26, 2006
Palavras de uma "palavra" revoltada...

Virou-se para mim e disse...
"Ja não me apetece...
estar do teu lado, mesmo quando mais precisares,
pois é muita a tristeza a que me devotas...
Nunca me dás um sorriso,
nem me pintas, cheia de côr,
nem, tão pouco, me abraças de esperança..."
...e eu respondi-lhe...
"Dou-te a honestidade, de um pensamento que te cria,
a cúmplicidade, de uma caneta que contigo brinca,
a leveza, de uns olhos que te lêem
e a pureza, de mil almas que te compreendem...
Se quiseres mais vida do que aquela que eu te dou,
podes sempre partir, pois o teu coracão...
nao deixará de bater..."
Terça-feira, Setembro 12, 2006
Quarta-feira, Agosto 09, 2006
Vem comigo...

dá-me as veias,
que eu dar-te-ei o sangue...
dá-me a carne,
que eu dar-te-ei os ossos...
dá-me as palavras,
que eu contar-te-ei as historias...
De gente que foi gente,
por não ser tudo aquilo que o tempo desfaz em pó,
De gente que foi gente,
porque tem na (c)alma, a virtude de quem não nasceu,
nem morrerá...
só...
Quarta-feira, Agosto 02, 2006
Quarta-feira, Julho 05, 2006
Quarta-feira, Junho 21, 2006
Abre bem os olhos...

mas não olhes para mim...
Deixa que o teu coração acelere,
até deixar de bater...
Tacteia o cheiro do meu silêncio, beijando-me...
Agora que te livraste dos teus 5 sentidos,
deixa que nao faças sentido algum...
Nao tenhas medo, vem comigo,
mas também não me dês a tua mão,
dá-me antes a tua alma,
que o teu corpo...
pode esperar!!
Quinta-feira, Junho 01, 2006
Dizem que sou fei(t)o...
de cinzento,
de um sol que se apagou,
da chuva que cai,
porque choram os que já partiram,
porque esquecem-se de viver,
os que para trás ficaram...
Dizem que sou fei(t)o,
de dôr,
de uma noite que nunca se deita,
do vento que já não sopra,
porque pararam os que deixaram
de ser empurrados...
...
E ao que eles dizem e pensam,
eu respondo...
Dêem-me a vossa tristeza a preto e branco,
que eu dar-vos-ei a alegria do meu arco-íris...
Dêem-me o peso da vossa sombra,
que eu dar-vos-ei a leveza da minha carne e osso...
...
Dizem que eu sou fei(t)o,
se eu...
nem sequer existo...
PS. Este poema, surgiu inspirado pela música do clip,
que podem visualizar...
vezes, sem conta...vezes, sem conta...vezes, sem conta...
talvez, assim faça
mais sentido...
Lisa Gerrard - "I am your shadow"
Terça-feira, Maio 30, 2006
De alba e coração...

Uma singela homenagem, de minha autoria, a um enorme poeta...
Nao te dês ao trabalho de me responder,
afinal de contas,
nao foi uma pergunta que te fiz...
Nao tens nada que agradecer,
sabes bem, que sempre gostei mais de dar do que receber...
...
E quando um dia te cruzares comigo,
na vida de rua
ou na rua de uma vida qualquer,
finge apenas que nao me conheces...
Pois apenas sou feito de palavras
e os gestos e os números, esses...
Deixo-os para ti...
Terça-feira, Maio 23, 2006
Perguntas-me porque nada te digo?...

Porque finjo,
ainda ser teu...
Que te quero e posso, fazer feliz...
Que não preciso de ir ao céu
para me sentir à tona...
Que nao passo as noites acordado
adormecido pelo aperto,
de saber que os nossos nomes
já não estão gravados na mesma árvore...
que nao me sinto atropelado pela passadeira,
que tudo o que falo faz sentido,
quando é nada, o que te digo
e porque finjo que a razao mente, com quantos dentes tem,
quando me diz para seguir em frente...
sem ti...
Terça-feira, Maio 16, 2006
Terça-feira, Maio 09, 2006
Por que me olhas...

com esses olhos tristes?..
Porque não sorris,
pelo facto de ter esperado por ti?..
Por ter escrito,
tantas páginas em branco na minha vida,
sempre na esperança que as lesses?..
Porque me olhas..
com esses olhos tristes?..
Por que não sorris,
pelo simples facto, de já não esperar por ti..
Por ter parado de escrever tantas linhas sem retorno,
Por querer ler e aprender, da boca e da alma
de quem realmente me fala?..
Porque que apenas me olhas..
Quando eu sempre esperei,
que me voltasses a tocar..
Quarta-feira, Abril 19, 2006
Quantas vezes...

foram as vezes,
em que às vezes me sentava a um canto
e me sentia com orelhas de burro,
castigado pela tristeza, de uma professora chamada "vida",
que teimava em punir-me, por saber que eu era bem melhor do que aquele, que pensava eu que era...
E de todas as vezes,
em que me vias triste,
desenhavas nas minhas costas,
sem que eu soubesse,
as asas com as quais sabias
que eu voaria, mais alto...
mais longe...
mesmo que para isso,
tivesse de me ir embora,
de ti...
de mim...
P.S. Por isso eu pergunto...porque me as roubaste se o ladrão volta sempre ao local do crime?...
Quinta-feira, Abril 13, 2006
Foda-se...

...adoro "Antony and the johnsons", mas esta música acaba comigo...o que eu a procurei sem nunca a encontrar e de repente...
Cold Water
Cold, cold water surrounds me now
And all I've got is your hand
Lord, can you hear me now?
Lord, can you hear me now?
Lord, can you hear me now?
Or am I lost?
Love one's daughter
Allow me that
And I can't let go of your hand
Lord, can you hear me now?
Lord, can you hear me now?
Lord, can you hear me now?
Or am I lost?
[chanting] Cold, cold water surrounds me now
And all I've got is your hand
Lord, can you hear me now?
Lord, can you hear me now?
Lord, can you hear me now?
Or am I lost?
Damien Rice e Lisa Hannigan in "O"
Eu disse...

"Às vezes gostava de cair como tu, em efémeros momentos de paz, destilados pelo suor desse copo, feito de plástico, que teima em embevecer o teu sorriso, que chora, apenas e só, para poder parasitar a tua mente..."
...respondeste "Então cai!!"
...de pronto te perguntei "E depois quem te ampararia as quedas constantes e egoistas?"
...e nunca mais voltei a cair...
...nunca, nunca mais...
...voltei a cair...
Sexta-feira, Março 31, 2006
"Balança"

Coloca a tua vida
num prato da balança - a tua vida
inteira, não hesites:
cada sonho da infância;
cada desejo ou cada angústia
desse longo e tão mudo purgatório
a que chamaste adolescência;
cada ambição funesta ou virtuosa
que já realizaste ou se perdeu
desde o dia em que alguém te considerou
um adulto sereno, responsável;
e todos os prazeres, todas as alegrias,
todos os medos, todas as esperanças
onde quiseste ver reflectida
a beleza do mundo.
Do outro lado põe apenas
o rosto de quem amas:
os olhos, o sorriso, o tom da voz,
nada mais do que isso.
Depois não tenhas medo:
destrava num só gesto essa balança
e vê o resultado.
Poema de Fernando Pinto do Amaral in "Egoista" nº 15 Maio 2003
Quinta-feira, Março 30, 2006
Segunda-feira, Março 20, 2006
Porque somos o lado "B", na vida de alguém...
Older Chests
Older chests reveal themselves
Like a crack in a wall
Starting small, and grow in time
And we always seem to need the help
Of someone else
To mend that shelf
Too many books
Read me your favourite line
Papa went to other lands
And he found someone who understands
The ticking, and the western man's need to cry
He came back the other day, you know
Some things in life may change
And some things
They stay the same
Like time, there's always time
On my mind
So pass me by, I'll be fine
Just give me time
Older gents sit on the fence
With their cap in hand
Looking grand
They watch their city change
Children scream, or so it seems,
Louder than before
Out of doors, and into stores with bigger names
Mama tried to wash their faces
But these kids they lost their graces
And daddy lost at the races too many times
She broke down the other day, yeah you know
Some things in life may change
But some things they stay the same
Like time, there's always time
On my mind
So pass me by, I'll be fine
Just give me time
Time, there's always time
On my mind
Pass me by, I'll be fine
Just give me time
Quarta-feira, Fevereiro 22, 2006
Quarta-feira, Fevereiro 01, 2006
Se eu penso...

R:...tu logo me sentes...
C:...Se eu te sinto, tu logo, logo, me dizes que não...
R:...Tão mais fácil é esconder, do que, simplesmente, mostrar...
C:...Que a meu lado perdes o medo?...Mas porquê tanto segredo?...
R:...Nunca irás entender...
C:...Nem tu, sentir a emoção...
O coração deixou de pensar...agora, já não sente só quando a razão deixa...e a razão, sente, cada dia, cada vez mais...
Sexta-feira, Dezembro 02, 2005
Lembras-te do anjinho?...

Ele ainda lá está...
e hoje, eu sei que música ele toca...
"And so it is
Just like you said it would be
Life goes easy on me
Most of the time
And so it is
The shorter story
No love, no glory
No hero in her skies
I can't take my eyes off OF you
I can't take my eyes off OF you
I can't take my eyes off OF you
I can't take my eyes off OF you
I can't take my eyes off OF you
I can't take my eyes...
And so it is
Just like you said it should be
We'll both forget the breeze
Most of the time
And so it is
The colder water
The blower's daughter
The pupil in denial
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes...
Did I say that I loathe you?
Did I say that I want to
Leave it all behind?
I can't take my mind off OF you
I can't take my mind off OF you...
I can't take my mind off you
I can't take my mind off you
I can't take my mind off you
I can't take my mind...
My mind...my mind...
'Til I find somebody new..."
Damien Rice in "The Blower´s Daughter"
Segunda-feira, Novembro 21, 2005
Segunda-feira, Outubro 31, 2005
Por alguma razão...

eu fui colocado na tua vida,
no teu coração..
Sinto vergonha,
pelas vezes em que te magoei
e por isso, não te peço desculpa,
peço-te perdão..
Sinto falta,
das vezes em que te amei
e por isso, não te dou só o meu corpo,
dou-te a minha alma também..
Dói..
Dói muito..
porque por alguma razão,
Deus colocou-me na tua vida,
no teu coração...
Quarta-feira, Outubro 26, 2005
Terça-feira, Outubro 11, 2005
Quarta-feira, Julho 06, 2005
Quarta-feira, Junho 01, 2005
Quarta-feira, Maio 18, 2005
Sexta-feira, Maio 06, 2005
Segunda-feira, Abril 18, 2005
És um ser Tremendo...

ora de frio,
ora de excitação...
nunca de medo...
Grace (1994)
Hallelujah
I heard there was a secret chord
That david played and it pleased the lord
But you don't really care for music, do you
Well it goes like this the fourth, the fifth
The minor fall and the major lift
The baffled king composing hallelujah
Hallelujah, hallelujah, hallelujah, hallelujah ....
Well your faith was strong but you needed proof
You saw her bathing on the roof
Her beauty and the moonlight overthrew you
She tied you to her kitchen chair
She broke your throne and she cut your hair
And from your lips she drew the hallelujah
Hallelujah, hallelujah, hallelujah, hallelujah .... .
Baby i've been here before
I've seen this room and i've walked this floor
I used to live alone before i knew you
I've seen your flag on the marble arch
But love is not a victory march
It's a cold and it's a broken hallelujah
Hallelujah, hallelujah, hallelujah, hallelujah ....
Well there was a time when you let me know
What's really going on below
But now you never show that to me do you
But remember when i moved in you
And the holy dove was moving too
And every breath we drew was hallelujah
Well, maybe there's a god above
But all i've ever learned from love
Was how to shoot somebody who outdrew you
It's not a cry that you hear at night
It's not somebody who's seen the light
It's a cold and it's a broken hallelujah
Hallelujah, hallelujah, hallelujah, hallelujah ....
Quinta-feira, Abril 14, 2005
Amor geométrico...

Matematicamente, o nosso amor sempre foi impossível.
Eu a somar lamentos, tu a subtraíres sentimentos, raras eram as vezes em que um diálogo, se apresentava como a solução de um problema.
Geometricamente, conhecia-te como ninguém, apesar de detestares quando te separava o corpo da alma, ou te dividia entre rectângulos e quadrados...
Mas foi sem querer, por tanto te querer, que te tornei famosa, lembras-te?...
Enquanto te pintava sob a razão, banhei-a a ouro, para que ela significasse a riqueza que era elevar a tua imagem, à perfeição de uma simples linha...de um simples, mas não qualquer, rosto...
Segunda-feira, Abril 04, 2005
Quarta-feira, Março 09, 2005
Quinta-feira, Março 03, 2005
Quarta-feira, Março 02, 2005
Terça-feira, Março 01, 2005
Sexta-feira, Fevereiro 25, 2005
Judas...

Is simplicity best
Or simply the easiest
The narrowest path
Is always the holiest
So walk on barefoot for me
Suffer some misery
If you want my love
If you want my love
Man will survive
The harshest conditions
And stay alive
Through difficult decisions
So make up your mind for me
Walk the line for meI
f you want my love
If you want my love
Idle talk
And hollow promises
Cheating Judases
Doubting Thomases
Don't just stand there and shout it
Do something about it
You can fulfill
Your wildest ambitions
And I'm sure you will
Lose your inhibitions
So open yourself for me
Risk your health for me
If you want my love
If you want my love
If you want my love
If you want my love
Depeche mode in "Songs of faith and devotion"
Quarta-feira, Fevereiro 23, 2005
Quinta-feira, Fevereiro 10, 2005
Segunda-feira, Fevereiro 07, 2005
Quinta-feira, Fevereiro 03, 2005
Terça-feira, Janeiro 25, 2005
Sexta-feira, Janeiro 14, 2005
Sexta-feira, Dezembro 17, 2004
ao som de "Coldfinger"...
"Cover Sleeve"
I wonder if i ever let you down
did you keep on moving
I wonder, when i took my feet from off your ground
did you keep on going
If you ever need me, just remember
all the times when we wandered free
If you ever miss me, don't you know
that i feel the same way
I wonder, did i ever fail you
did you give up dreamingI wonder, when i had to go
did you stop believing
Don't you know every sould must grow older
but our past belongs to you and it should make you stronger
If you ever need me, just remember
all the times when we wandered free
If you ever miss me, don't you know
that i feel the same way
Don't stop moving, you must keep on going
don't you stop believing, you should go on dreaming
Don't stop moving, you must keep on going
don't you stop believing,'cause its people like you that make the world go...
If you ever need me, just remember
all the times when we wandered free
If you ever miss me, don't you know
that i feel the same way
If you ever need me, just remember
and i'll always be there
If you ever miss me, don't you know...
don't you know...
we will meet again...
Quinta-feira, Dezembro 09, 2004
Custa...
Custa muito...
entregar um bilhete de ida e sem volta,
quando a incerteza
não nos indica o caminho a seguir...
Custa muito...
afogar em lágrimas a saudade,
quando a certeza
não é a nossa maior verdade...
Custa muito...
quando o mundo é pequeno demais para te esconderes,
quando o que sentes é vergonha,
por seres "um tiro no escuro"...
Custa muito...
quando ouves chegar o vento
e ele te diz "...está na hora de apagar a luz que te ilumina..."
Custa muito...
Saber que nada sabes,
pois o que sentes,
simplesmente escondes,
a um canto...
Por ti...
vou reprimir este sentimento,
presente bem cá dentro...
Vou ser altruísta
e pensar que estás melhor,
se eu, simplesmente, estiver calado...
Não encontro razões para te esquecer,
mas também não me lembro bem..
Em pleno Verão, chove cada vez mais
e o tempo faz tanto sentido
como as minhas palavras,
mas é sentido,
o que sinto...
Por ti...
Quinta-feira, Dezembro 02, 2004
Em ti...
Nas tuas palavras,
Encontro a razão
Que até então desconhecia...
Nas tuas atitudes,
Encontro a liberdade
Que até então não existia...
Na tua alma,
Deposito os segredos
Que até então se perdiam...
Nos teus ombros,
Jaz a mágoa
Que até então, em mim, crescia...
No nosso amor,
Perde-se a noção do tempo...
Mas sei que a teu lado,
Vivo o presente...
Pois só assim,
Viverei eternamente,
Em ti...
Amizade...
Eu tenho...
Eu sou...
Assim...
Persistente como mais ninguém,
Sempre amigo de mais alguém...
Apenas vivo ao meu ritmo,
Acompanhado pelo vento que me chama,
Que me leva por aqui e por além...
Se quiseres cair, não contes comigo,
Mas se quiseres sorrir, dá-me as tuas mãos,
Que eu, logo irei contigo...
Pouco a pouco, iremos longe
E quando te sentires sozinha...
Voa...
Pois a ferida,
Já sarou...
Segunda-feira, Novembro 29, 2004
Era uma vez...
...alguém que não existia...
Levantava-se, antes do sol raiar, para ir trabalhar e apenas voltava para casa, já depois do sol se ter deitado...
No final de cada mês, parte do seu ordenado era distribuído, com os mais necessitados do seu bairro...
Fartava-se de cantar, fosse no chuveiro, na rua ou no trabalho e mesmo sabendo que cantava mal fingia sempre que todos o aplaudiam...
Quando ia dançar, imaginava que todos olhavam para si pelos seus inovadores e enérgicos passos e não pelo “peso” que a sua muleta (..perdera uma perna num acidente de viação..) fazia, na cabeça de quem o observava...
Quando amava, amava como se nunca algo ou alguém o tivesse feito sofrer...
Porque ele era assim,
Sabia que assim vivia...
Com prazer...
Porque ele, sem ser assim...
Não existia...
Uma história...
contada na 1ª pessoa do Singular...
mas vivida, muitas vezes, pela 1ª pessoa do Plural...
“ Hoje parece que te vi...não tenho a certeza...aliás, cada vez ando mais pitosga, por isso a incerteza é ao quadrado, mas apesar de tudo consigo ter uma certeza...a certeza do que senti nessa altura.
O coração apertou, as pernas tremeram, o gelo da distância tomou conta do meu corpo, da minha alma...tudo pela tristeza de sentir que já não faço parte do teu mundo, que me afastas por razões que a minha própria razão desconhece...ou quer desconhecer...
Parece que estou a falar para o boneco, mas não...estou a falar pelo boneco que me tornei...triste, acima de tudo triste...tantas são as vezes que grito por ti sem que me ouças...
Depois de uma separação, ficamos sempre com a sensação que a outra pessoa pode e vai andar com o mundo inteiro menos voltar para nós e este pensamento dói...dói demais...torna ainda mais vulnerável um coração já de si debilitado pela falta...acima de tudo pela falta...de amor próprio...mas que merda, nestas ocasiões o amor próprio não existe, ou se existe tem apenas um nome...o da pessoa que amamos...
Bem, mas divagações à parte, a pior altura do dia nem foi o oásis que pensei ter visto, mas sim a escura e cruel noite...É que quando me preparava para entregar-me ao refúgio de uma saída nocturna, altamente embebida no anestesiador (ou talvez não...) de sentimentos que é o “alcool”, telefonas-me...
O que me parecia poder ser uma ilusão, acabou numa das maiores desilusões da minha vida...
Pediste-me as tuas fotografias...O quê?...as fotografias...?...mas pensas que alguma vez as utilizaria para te fazer mal?...que sou homem capaz de chorar com pena de mim?...Jamais!!!...já agora e tal como combinámos...assim que puder entrego-tas e se calhar rasgadas...não era o que merecias?...,...Não respondes, pois não?...eu sei que não e é isso que me custa...que me tolhe ainda mais o pensamento e respectivas acções...é que tenho tantas saudades tuas e pior...já fui para ti amante e agora nem amigo consigo ser...mas e amanhã?...lembrar-te-ás que um dia te fiz feliz?...que nunca te magoei?...que afinal sou eu o teu verdadeiro amor?...Não sei se vou esperar...mas hoje, és tu quem eu (ch)amo...”
João sofreu muito, bastante até...entregou-se a uma fraca existência...como companheira, apenas teve a solidão...mas como sempre, o tempo passou a ser o seu melhor amigo e hoje... ele é feliz...sonha e sorri...todos os dias um pouco mais...porque agora ele sabe...que o seu verdadeiro amor...não era ela...
mas vivida, muitas vezes, pela 1ª pessoa do Plural...
“ Hoje parece que te vi...não tenho a certeza...aliás, cada vez ando mais pitosga, por isso a incerteza é ao quadrado, mas apesar de tudo consigo ter uma certeza...a certeza do que senti nessa altura.
O coração apertou, as pernas tremeram, o gelo da distância tomou conta do meu corpo, da minha alma...tudo pela tristeza de sentir que já não faço parte do teu mundo, que me afastas por razões que a minha própria razão desconhece...ou quer desconhecer...
Parece que estou a falar para o boneco, mas não...estou a falar pelo boneco que me tornei...triste, acima de tudo triste...tantas são as vezes que grito por ti sem que me ouças...
Depois de uma separação, ficamos sempre com a sensação que a outra pessoa pode e vai andar com o mundo inteiro menos voltar para nós e este pensamento dói...dói demais...torna ainda mais vulnerável um coração já de si debilitado pela falta...acima de tudo pela falta...de amor próprio...mas que merda, nestas ocasiões o amor próprio não existe, ou se existe tem apenas um nome...o da pessoa que amamos...
Bem, mas divagações à parte, a pior altura do dia nem foi o oásis que pensei ter visto, mas sim a escura e cruel noite...É que quando me preparava para entregar-me ao refúgio de uma saída nocturna, altamente embebida no anestesiador (ou talvez não...) de sentimentos que é o “alcool”, telefonas-me...
O que me parecia poder ser uma ilusão, acabou numa das maiores desilusões da minha vida...
Pediste-me as tuas fotografias...O quê?...as fotografias...?...mas pensas que alguma vez as utilizaria para te fazer mal?...que sou homem capaz de chorar com pena de mim?...Jamais!!!...já agora e tal como combinámos...assim que puder entrego-tas e se calhar rasgadas...não era o que merecias?...,...Não respondes, pois não?...eu sei que não e é isso que me custa...que me tolhe ainda mais o pensamento e respectivas acções...é que tenho tantas saudades tuas e pior...já fui para ti amante e agora nem amigo consigo ser...mas e amanhã?...lembrar-te-ás que um dia te fiz feliz?...que nunca te magoei?...que afinal sou eu o teu verdadeiro amor?...Não sei se vou esperar...mas hoje, és tu quem eu (ch)amo...”
João sofreu muito, bastante até...entregou-se a uma fraca existência...como companheira, apenas teve a solidão...mas como sempre, o tempo passou a ser o seu melhor amigo e hoje... ele é feliz...sonha e sorri...todos os dias um pouco mais...porque agora ele sabe...que o seu verdadeiro amor...não era ela...






































































